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Móveis Multifuncionais e Compactos

Pesquisando móveis compactos para o primeiro projeto com tema de Unidade de Habitação Mínima Sustentável.

Desenhar é fundamental! ;)

Desenhar é uma prática que não pode ser perdida pelos arquitetos. Atualmente, com a vida facilitada com os diversos programas muitos arquitetos perderam o hábito de desenhar.

Tema 2: Habitação Coletiva, Inclusão Social e Direito à Cidade

O projeto de habitação social realizado em dupla pelas alunas Juliana de Freitas e Laís Midori tem como objetivo promover um espaço pensado não só para ser habitado, mas para atender às necessidades básicas dos moradores do lugar.

Tema 3: Habitação Unifamiliar: Projeto Final

O último projeto da disciplina tem como tema a Habitação Unifamiliar de Interesse Social. Apresento aqui um esboço do meu projeto.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

O que fazer depois de entrega de projeto?

RELAXAR!!

Ou pelo menos tentar, caso você não tenha nada pro dia seguinte! ;)

Tema 2: Habitação Coletiva, Inclusão Social e Direito à Cidade


O projeto de habitação social realizado em dupla pelas alunas Juliana de Freitas e Laís Midori tem como  objetivo promover um espaço pensado não só para ser habitado, mas para atender às necessidades básicas dos moradores do lugar.
Neste complexo, além do conjunto habitacional, agregamos espaço de lazer com parque infantil, ginástica e mini quadra de esportes, creche e posto de saúde.
O terreno em frente ao escolhido localiza-se o Cepal de Campinas, porém está subutilizado, sendo aberto apenas às terças-feiras para feiras de artesanatos. Pensando nisso, e na proposta da prefeitura de Goiânia de utilizar o local como Cais, propusemos a relocação do espaço para feiras no terreno escolhido e na utilização do terreno do Cepal para a construção de um Posto de Saúde e de uma Creche para a utilização dos moradores do conjunto e da vizinhança.
Partido Arquitetônico:
O partido arquitetônico deste projeto se baseia na transição entre o público e o privado, e em faixas de construção intercaladas por verde e/ou convívio. Essas faixas seriam "cortadas" por outra perpendicular, de ligação entre os dois terrenos que serviria de circulação, mas também de convívio. As faixas estariam presentes não só na planta de situação, mas no edifício também.


As varandas no projeto, assim como as áreas verdes internas ao edifício e cobogós, foram utilizadas baseados na transição entre o público e o privado. Essa transição seria feita, então, de maneira suave e levando ao conforto ambiental com a presença de vegetação e das aberturas nas direções norte/sul e leste/oeste que possibilitam maior ventilação no edifício e consequentemente nos apartamentos.

Utilizando-se o conceito da rua como local de encontros, trocas e complementação das moradias, tem-se a rua como expressão de pluralidade de componentes individuais. Assim assentam-se os quatro blocos de forma a priorizar os pedestres e criar espaços de convivência, como uma rua interna. Sendo que a valorização desta rua deve-se a organização dos acessos aos edifícios que induzem a
utilização da rua, e espaços de estar e circulação, que motivam a permanecia como forma de apropriação e não só lugar de passagem. “O conceito da rua de convivência esta baseada na ideia de que os moradores têm algo em comum, que têm expectativas mutuas mesmo que seja apenas porque estão conscientes de que necessitam um do outro”
(Hertzberger, 1999)
Os espaços de convívio tanto internos como externos ao conjunto habitacional, são criados para promover uma maior integração entre os moradores e entre a vizinhança. Assim a rua de conexão entre as quadras e os grandes espaços vazios de convívio e circulação servem como uma extensão comunitária das moradias, de modo que as atividades cotidianas possam ser realizadas ali, assim também como festas e outros eventos sociais. Desta forma é essencial que esse espaço seja flexível a vários usos e abrigar situações de mudanças, acima disso não propor um uso definitivo significa um incentivo para que os usuários influenciem esse espaço sempre que possível, para afirmar a identidade dos moradores.

As pessoas têm que se identificar com seu espaço de habitar, e para que esse sentimento não se limite só a casa, mas que englobe o conjunto habitacional e as áreas urbanas ao entorno, é necessário dar a esses espaços uma forma tal que a comunidade se sinta pessoalmente responsável por eles, para que cada um contribua a sua maneira com o ambiente. Os espaços têm que oferecer oportunidades para que as pessoas deixem suas marcas e identificações pessoais, que possa ser apropriado e anexado por todos como um lugar que realmente lhes pertença.


Forma:
A forma simples surgiu a partir de um paralelepípedo onde foram subtraídos elementos onde seriam inseridos a vegetação e o acesso principal. Em seguida adicionado um outro paralelepípedo menor, onde seriam as sacadas do pavimento tipo. A forma mais reta favorece à economia de custos, que neste projeto deve ser levado em total consideração.






Programa:


















Construção:
Quanto aos aspectos construtivos, o edifício habitacional seria composto basicamente de concreto arnado com as faixas de vidro nas janelas e madeira de demolição. Os materiais utilizados foram pensados na economia de custos, além da estética.

Cortes, vistas, custo e vídeo:




video

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Dica 3: Estudo do lugar

A escolha do terreno é uma das primeiras etapas na elaboração de um projeto. É uma etapa que deve ser feita com muito cuidado e dedicação, afinal, após a implantação do projeto não se pode deslocar a obra pra outro local com facilidade, exceto se o projeto for planejado desde o início para ser móvel.
É preciso analisar não só o terreno com sua topografia, insolação, ventilação, mas também o seu entorno: o gabarito, os usos (residencial, comercial, institucional...), a influência sonora, legislação do lugar...

Para o Tema 2: Habitação Coletiva, Inclusão Social e Direito à Cidade, foram pesquisados os possíveis lugares em que poderiam ser implantados esse projeto.


Pensando em um local com proximidade ao centro de Goiânia e que possuam o máximo de equipamentos necessários à população (creche, instituições de ensino e saúde e comércio), foram apontados de início 2 possibilidades de implantação do projeto: a primeira no Setor Aeroporto e a segunda no Setor Campinas.
Terreno do Setor Aeroporto:





As principais vantagens do terreno do Setor Aeroporto são:

  1. Maior proximidade com o centro de Goiânia
  2. Proximidade com a Praça do Avião com equipamentos de lazer
  3. Proximidade aos equipamentos de saúde, educação e lazer
Principais desvantagens:
  1. Terreno com alto custo
Terreno de Campinas:



Principais vantagens do terreno de Campinas:
  1. Em frente ao o Cepal (possível fonte de renda para os moradores da habitação)
  2. Em frente ao Colégio Estadual
Desvantagens: 
  1. Distância um pouco maior ao centro em ralação ao terreno anterior.

Conceito, Legislação e Programa: Habitação Coletiva, Inclusão Social e Direito à Cidade

O grupo: Ana Stefany, Angelica Carvalho, Anna Beatriz, Izabella Eleida, Juliana Cristina, Laís Midori, Monique Borges e Priscilla Mascarenhas, analisou o conceito, legislação e programa do tema 2 de habitação social.
Conceito:
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, estabeleceu que a moradia adequada fosse um direito humano universal e essencial da vida das pessoas, desde então, vários tratados internacionais reafirmaram que os Estados têm a obrigação de promover esse direito. Mas como inserir a população de baixa renda nos direitos humanos? Essa tarefa é extremamente complicada, depende de diversos fatores e o principal problema é a falta de dinheiro público e da população suficiente para a construção de moradia adequada a todas as pessoas. Um dos meios de tentar oferecer habitação à população de baixa renda é através da implantação de habitação de interesse social.
É importante destacar que a habitação de interesse social, não deve ser simplesmente pensada como um local de moradia. A habitação deve atender aos princípios básicos de segurança, habitabilidade, infraestrutura (energia, água tratada, acesso a transporte), saúde, educação, alimentação e, se possível, dar uma base ao morador para seu próprio sustento, como a criação de comércio local ou de oficinas para o aprendizado de novos meios de se sustentarem.




Legislação:
Uma série de leis e normas de instituições envolvem a habitação social, tanto no âmbito federal, quanto no estadual e municipal. Relacionamos alguns pontos importantes de algumas delas:
Constituição Federal 1988
-Atividade urbanizadora: garante cumprimento da função social de propriedade, livre concorrência, defesa do meio ambiente, busca pelas reduções das desigualdades sociais.
Lei Federal nº. 11.124:
Todas as ações habitacionais, para que produzam impacto efetivo sobre a pobreza social devem ser formulados em sintonia com outras estratégias sócio-econômicas e políticos institucionais, sobretudo com a geração de trabalho e renda.
Plano Diretor de Goiania Art 164
Requisitos para ser morador de habitações de interesse social; Ser morador há mais de 2 (dois) anos no Município de Goiânia; Não ter renda familiar superior a 5 (cinco) salários mínimos; Não ser proprietário de imóveis; Não ter sido beneficiado em qualquer outro programa habitacional
Crítica: A inexistência de um plano nacional que dê as diretrizes gerais para o desenvolvimento urbano sustentável, faz haver uma grande disputa entre as cidades pelo desenvolvimento urbano desequilibrado e maiores distorções entre as cidades, em especial as que estão sujeitas aos impactos de grandes polos de influência urbana, como as capitais.


Direito à cidade: 
O Direito à Cidade é um direito coletivo de todos os habitantes, que buscam o desfrute equitativo da cidade dentro dos princípios de sustentabilidade, democracia e justiça social. Mas não é difícil perceber que esse direito muitas vezes não se aplica a todos os cidadãos. Logo ao propor uma habitação coletiva de interesse social é de extrema importância que tomemos por base esses direitos e busquemos decisões no projeto que favoreçam os cidadãos que vão habitá-los, para que eles possam usufruir de seus direitos. Propomos então um lugar confortável e acessível, que conte com transporte coletivo, área de lazer, serviços necessários acessíveis e anexos para desenvolver trabalhos e atividades em comunidade, com isso buscamos dar a esses cidadãos o direito sobre a cidade que habitam. 
É um desafio, o de “construir um modelo sustentável de sociedade e vida urbana, baseado nos princípios da solidariedade, liberdade, igualdade, dignidade e justiça social, fundamentado no respeito às diferenças culturais urbanas, especialmente  a àqueles com menos recursos econômicos menos recursos econômicos ou em situação de vulnerabilidade”. (Carta Mundial pelo Direito à Cidade,2004).


Novas formas de morar na cidade:
A família tradicional passa a se desmembrar, ser extremamente mutável e cada vez mais temos famílias menores e de diferentes tipos. O movimento moderno constituiu praticamente o primeiro e único momento em que o desenho e a produção de espaços de morar foram integralmente revistos. No entanto, os arquitetos Modernos previram uma habitação prototípica, criando o arquétipo da habitação para todos. É este arquétipo Moderno da 'habitação-para-todos', mesclado aos princípios da repartição burguesa, que veio sendo reproduzido durante todo o nosso século, com pequena variação local, destinado a abrigar, basicamente, a família nuclear. Já na metrópole do século XXI‘seu habitante parece viver, principalmente sozinho e se agrupar eventualmente em formatos familiares diversos, se comunica à distância, trabalha em casa, mas exige equipamentos públicos para o encontro com o outro, que busca sua identidade através do contato com a informação'. O desenho da habitação contemporânea continua imutável , sob a alegação de que chegou-se a um resultado projetual economicamente viável, que atende às necessidades básicas de seus moradores.
Programa:

“[...] a moradia feita para uma família não existe: o que existem são vários tipos de moradia paras sucessivas idades.” Le Corbusier
A proposta deste projeto é de apresentar várias tipologias de apartamentos, buscando atender diferentes perfis familiares. A quantidade de cada tipologia vai variar de acordo com os dados do perfil da população da região centro-oeste. O quadro abaixo relaciona a porcentagem da população de cada tipologia existente.
O Brasil apresenta redução das taxas de desemprego, aumento do emprego formal e queda da informalidade (PlanHab, 2009). Essa ascensão salarial mostra que a quantidade de famílias com renda de até 400 reais (necessitadas de subsídios integrais) tem diminuído. Essa melhora, então, tende a reduzir os valores de subsídio necessários, ampliando o atendimento e viabilizando a estratégia proposta pelo PlanHab. O dimensionamento dos grupos de atendimento e quantificação dos subsídios necessários faz uso desse fenômeno. Conforme mostram os gráficos abaixo, a quantidade de famílias inseridas em faixas de renda intermediárias é a maior e, portanto, geradora da maior demanda por habitações de interesse social. É com vista nesse cenário que o projeto será desenvolvido, observando as quantidades referentes às demandas dos diversos grupos de atendimento e as características tipológicas para edificações de cada um desses tipos de famílias.

Fluxograma proposto:

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